quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sassa (:

A partir do momento em que saímos da rotina, e entramos em uma zona de intensidade capaz de marcar parte de sua existência, percebemos a beleza daquilo que nos cerca, sentimos a alegria que cada dia nos proporciona, com chuva, sem chuva, com alguém te enchendo o saco, sem alguém te enchendo o saco, conseguimos tirar até mesmo do pior dia, os melhores sentimentos, e quando compartilhamos momentos assim com pessoas especiais, essa sensação toma proporções inimagináveis, portanto indescritíveis, pois as palavras de algum modo reduzem sensações antes infindas. Meu mundo anda meio a controvérsias, é a vida me pregando peripécias, irônicas ao ponto de me fazer crer e descrer, me fazer ler e reler.  É de fato difícil explicar momentos tão intensos. A intensidade tem tomado conta da minha vida de uma forma desastrosamente boa, tenho curtido cada momento livre, e o fato desses momentos livres serem raros, é o que torna essa intensidade cada vez mais constante e sublime.
É nesses e em outros momentos que percebo a capacidade humana de buscar sempre o que lhe faz bem, buscar sempre a felicidade, buscar sempre as pessoas que te fazem bem, e é esse meu dilema todos os dias.

...
As palavras sem fundamento continuam a aparecer no quadro negro. A mão conduzindo a caneta sem nada útil a produzir. O papel em branco é manchado. Os pensamentos, insolentes que são, insistem em se perder, perdem-se em lugares específicos, não muito distantes, alguns metros, vem à lembrança os olhos de cor clara, o sorriso radiante, o cheiro instigante, a vontade aumenta, a saudade se faz presente, em grande parte do dia ela o faz, apenas alguns momentos de escape nos é permitido (sinta a ironia do permitido), momentos esses, marcados pelo soar de um sinal velho.
Os olhos se perdem em meio à multidão a procura de um par de olhos, o coração eufórico indica a direção, a intuição de alguém que ama nunca falha, a ansiedade toma conta do ser. Os olhares finalmente se cruzam, o coração já acelerado aumenta levemente seu ritmo, fazendo o suor escorrer deliberadamente, os pensamentos se perdem em meio aos mais variados sentimentos, a mente viaja a outras dimensões, me perco em mim mesmo, o encontro alegre se transforma em instantes em beijos inusitados, o dialogo já não se faz presente, o coração em sintonia dispensa qualquer tipo de manifestação, apenas sensações típicas e atípicas de uma paixão juvenil. E lá esta novamente o soar do sinal velho...
É a ironia constante da vida, o mesmo sinal que ora lhe faz sorrir radiantemente, na euforia de ver quem tu queres, ora lhe faz praguejar o fim de um intervalo. Mas o sino não tarda a bater novamente, e tenho então mais motivos pra sorrir, reencontro aquele sorriso, e de imediato um turbilhão de sentimento toma conta do ser, consome cada gota de razão, tudo vira emoção.
E é nesses constantes vai e vem, com direito a broncas e olhares de repressões, que fazem meus dias, cada vez melhor, estou pouco me ligando para o que os outros pensam, ou o que é certo e errado, nunca me importei com isso, e não é agora, no ápice da minha adolescência que eu vou me importar. Só quero, e só vou continuar aproveitando cada momento da minha existência...
...
 O que quero é continuar vivendo intensamente cada momento ao lado dessa garota que tem me mostrado tão bem o que é a intensidade. Eu vou continuar fazendo o possível e o impossível para que tudo isso continue com a mesma intensidade, melhorando a cada dia (se isso for possível) e se um dia o que sinto por intermédio do destino, acabar, lembrar-me-ei então, o que me fez sentir por você o que eu sinto hoje, e de modo algum esquecerei os momentos ao seu lado.

PS. Sabe o que é ficar horas, dias pensando nas palavras certas pra descrever minha alegria, meus sentimentos, para demonstrar minha vontade de que tudo seja eterno? E sabe o que é uma pirralha precoce que não cansa de perguntar e te pressionar? pois é, esse foi meu dilema essa semana. O que me surpreende, e me deixa encabulado, é o motivo dessas palavras serem tão difíceis de sair, nunca tive problemas em falar de sentimentos, de descrevê-los.
PS².  Duas semanas garotinha, duas semanas de pura alegria e momentos cada vez melhor, te amo, e espero que não tenha ficado muito meloso, desculpe a demora, problemas de pseudo-escritores...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por que não acreditar?

Por que não acreditar? Eu tenho acreditado inutilmente há meses, com uma esperança sem fim, abalada, eventualmente, por apenas decepção profunda, mas passageira, que logo dá lugar à expectativa. Mais difícil do que perceber que estou dividido entre dois pontos de vista, é não saber o que fazer quando não se pode agradar aos dois simultaneamente.

Se agrado a razão, o emocional é ignorado, gerando incertezas e temores, pois sentimentos são contraditórios: ao mesmo tempo em que dizem muito, mostram pouco, deixando meu ser preso num corrosivo jogo de supremacia. Se agrado o emocional, a razão, irônica e cruel, faz questão de me mostrar o quanto já sofri por causa do valor excessivo que reservo ao emocional, expondo fatos e apontando defeitos.

Defeitos existem em tudo, mas não posso negar que os defeitos do emocional, que a razão insiste em me mostrar, são complexos e destrutivos. Quanto tudo parecer estar bem, num segundo de instabilidade, tudo aquilo que antes era concreto se torna o real exemplo do abstracionismo, onde se tem o ideal, mas é impossível agarrar com unhas e dentes algo que eu espero e não recebo.

Há sempre promessas de melhora, no entanto, que, somadas ao meu apego ao emocional, talvez alimentem minha esperança, uma vez que eu acredite. Só espero que tal promessa seja cumprida, pois não se brinca com esperança alimentada. Pode acarretar um grande estrago, talvez irreversível.

Sim, resolvi, mais uma vez, ignorar a razão e confiar na emoção, mesmo correndo o risco de perder a consciência, que também é muito importante para mim. Rezo para que seja a escolha certa, pois, caso não seja, não saberei, então, como agir.

...

Hoje me impressionei ao me ver chorando por somente um lado da face, sem sequer perceber de imediato. Mas não encontrei, embora tenha procurado, a figura de cabelo cor de fogo e vestido carmesim. Quem sabe ela não poderia ter me indicado o caminho correto?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Never said, but I love u, grandpa


“A vida sempre vai tentar te derrubar, apenas finja que esta no chão, e de a volta por cima.” dizia jaz meu avô, quando já no leito da morte, e essas palavras nunca saíram da minha cabeça, assim como a ultima vez em que a ouvi. Era noite de chuva, acompanhando de um frio desastroso, e na cama, jazia um corpo derrubado pela mais inútil e infeliz doença, a doença que faz a pessoa sofrer até o ultimo suspiro, matando cada célula do seu corpo, uma de cada vez, em uma velocidade atordoante. E então seu ultimo suspiro aconteceu, lagrimas rolaram face a baixo, gritos de raiva foram lançado ao cosmo, naquele momento foi estabelecido o ápice de minha tristeza, a solidão entrou em colapso com a fúria, e uma nova personalidade foi se difundindo através das lagrimas impetuosas e ardentes, desciam elas queimando como labaredas, os olhos impossibilitado de visão alguma pelas lagrimas se fecharam, e naquele momento, cheguei ao fundo do poço. Não podia, porém deixar que as últimas palavras ditas pelo meu avô fosse em vão, e quão sábia foram aquelas palavras, coloquei-me então sobre constante reflexão. Cheguei à conclusão de que a vida é apenas uma série de acasos constantes e desastrosos, onde a constante desastrosa pode se definir pela inconstante felicidade, ou simplesmente pelas perdas de quem amamos, afinal, o resto podemos aguentar com um sorriso no rosto.
domingo, 24 de julho de 2011

Assuntos 'facebookanos'

Desde criança, a gente aprende coisas que fica marcado por toda nossa existência, e se eu aprendi algo que me recordo bem, é que devemos sempre lutar por nossos direitos. Cresci então com a ideia de justiça culminando minha cabeça, e não podia nunca, de modo algum presenciar alguma injustiça que me brotava uma espécie de agonia, o desespero tornava-se o protagonista, e a razão virava coadjuvante, a minha incapacidade diante da situação me fazia sentir um lixo.
Nunca tive uma paciência de se admirar, é fato, mas ultimamente minha paciência tem chegado a um nível espetacular, tenho visto e presenciado coisas que sou incapaz de aturar, e mesmo assim continuei na minha, calmo, e isso foi acumulando com o tempo, e eis a hora em que perco o controle, e deixo a razão como coadjuvante, tomando dessa vez como protagonista a revolta.
Revolta essa que me fez esquecer totalmente a razão, e como consequência me levou a fazer o que fiz. Arrependimento? De modo algum, diria que até um pouco de orgulho, pois disse coisas que a maioria tem vontade, mas falta coragem, eu errei, concordo, mas aprendi, e se eu não aprendo agora, eu erro mais tarde. Revoltado ainda, sem duvidas, porém um revoltado menos burro, ou com um conhecimento a mais, como preferir.
O que importa é que falei o que tinha que ser dito, ouvi o que tinha que ser ouvido, e me decepcionei com quem tinha que decepcionar, e foi surpreendente, a quantidade de pessoas que são hipócritas sem saber é incrivelmente alto, as que são hipócritas e fingem não ser então, prefiro nem comentar, agora o que me surpreendeu mesmo foi a quantidade de pessoas que são hipócritas e julgam a hipocrisia alheia, isso pra mim é o fim.
Desiludi-me então com algumas coisas e pessoas, algumas pessoas subiram no meu conceito, enquanto outras despencaram drasticamente. Em fim, foi ótimo para mim, e não devo nada a ninguém.
sábado, 16 de julho de 2011

Tempos difíceis...

Bom, esse é um texto que escrevi há alguns meses, quando tudo estava realmente difícil e quando eu me sentia solitário a todo momento. Foi o mais sofrido e é o mais pessoal, objetivo e melancólico. Lê-lo, mesmo agora que certos aspectos estão muito melhores, ainda me deixa deprimido, angustiado e sem disposição. Mostra muitas das minhas dificuldades e medos, que, num passado recente e mórbido, fizeram com que minha vida não tivesse muito sentido. Hehe, simmm, foi o ápice da minha emice.
Postá-lo ou não era uma dúvida, mas percebi que para superar certos problemas, é preciso ter coragem, ousadia e audácia, e evidenciá-los dessa forma talvez seja um modo de deixar de lado as memórias que, às vezes, ainda atormentam minha mente e minha alma.
Talvez pareça exagero, de um ponto de vista externo, mas foi realmente muito torturante e difícil estar nessa situação.





Lembra-se de quando estávamos juntos? De quando brigávamos por coisas fúteis? De como fazíamos as pazes depressa, e logo estávamos fazendo promessas novamente? Lembra-se de todas as vezes que disse que me amava e que sempre ficaríamos juntos? E de todas as vezes que ficou com ciúmes, mesmo de suas amigas? Lembra-se de como eu sorria quando estava com você, e de como eu sentia saudades quando estávamos distantes? E do poder e controle que seu abraço tinha sobre mim? Lembra-se de todas as vezes que eu chorei em seus braços por machucá-la? E de todas as vezes que eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo quando você me perdoava e dizia “Eu te amo”?
Lembra-se de quando nos conhecemos? De quando eu te chamava de boba, e você fingia se incomodar? Quando ficávamos a madrugada toda conversando, e quando não nos importávamos com nada, contanto que estivéssemos bem? Lembra-se das promessas que eu fiz? E de todas as promessas que você não acreditou? E lembra-se das minhas tentativas de fazer você perceber que eu realmente te amava? Ou de todas as vezes que fazíamos planos para nosso futuro perfeito?
Lembra-se de nosso primeiro abraço? Lembra-se de nosso primeiro beijo?
Pois é, eu me lembro, e espero que você se lembre também. Gostaria que você soubesse que colaborou muito para a minha felicidade, e que você soubesse o tanto que eu sinto sua falta aqui agora. Que choro ao me lembrar de como você me fazia bem, e que, agora, mais do que nunca, eu preciso de você, de seus abraços e de seu carinho. Minha vida não está nada fácil, meus sonhos estão cada vez mais distantes, meu jeito anti social e tímido está cada vez mais gritante, eu nunca sei o que fazer. Seus conselhos me animavam, me mostravam como eu era bobo de pensar em desistir. Mais do que uma namorada, você era TUDO o que eu sempre quis, e TUDO o que eu sempre precisei. Dói-me, agora, saber que eu deixei você partir, que não pude fazer nada para segurá-la, que não consegui te abraçar e dizer “Fique comigo, por favor”.
Só agora percebo o que as coisas realmente significam, que as pessoas mudam, que os amigos mudam, e que poucos ficam a seu lado quando você realmente precisa. Que poucos olham no fundo dos seus olhos e dizem “Não chore, eu estou com você”.
Você sabe, mais do que qualquer outra pessoa, que sempre tive problemas com amizades, e que aquela amizade, em especial, fez com que eu sofresse muito, com que eu chorasse muito. O culpado nunca foi ele, no entanto, apenas minha obsessão e compulsividade, que já estragaram tantas coisas na minha vida. Mas fez com que eu sorrisse muito, e que eu me sentisse muito feliz, mais feliz do que nunca. Eu descobrira, realmente, o que significam as palavras “amizade” e “felicidade”.
Você sabe como minha vidinha insignificante se tornou uma coisa inacreditável, sim, você sabe, por que você ajudou a fazer dela esta coisa inacreditável. Você sabe como eu era feliz quanto você estava comigo, e quando tudo ia bem com aquela amizade em especial, e você era a única que me consolava e que me fazia perceber que aquela amizade era a melhor que eu poderia ter.
Eu acreditei nisso, lutei por isso, bem como lutei por nosso amor.
Perdi as duas coisas. E me entristeci muito com isso. Minha vida voltou a ser aquela coisa fútil e irrelevante, meus sonhos se afastaram de mim, minhas ambições se tornaram deploráveis, eu já não sorria, eu já não chorava. Porque as lágrimas que eu possuía se cansaram de rolar pelo meu rosto inexpressivo. Tornei-me frio, instável e indiferente. Não tinha disposição para fazer nada, nem as coisas mais simples que eu já estava acostumado a fazer. Levantar da cama, pela manhã, já não tinha sentido. Não quando eu já não possuía as duas coisas que mais me faziam feliz.
Mas mesmo assim eu nunca desisti daquela amizade, sempre segui seu conselho. E não é que as coisas estão melhorando? Sim, não é como era antes, mas está melhorando, e eventualmente, espero que tudo volte ao normal. Não, que tudo se torne melhor do que era antes. Eu rezo para isso todos os dias.
Mas e você? Continua tão distante… me sinto tão só quando ouço as músicas que me lembram você e recordo que você já não está mais comigo. Sinceramente, você me faz muita falta, mas já não sei o que fazer… Já não sei o que é melhor para mim…
Às vezes tudo que eu quero é fugir dessa maldita realidade, viver no meu mundinho idealizado, onde tudo é perfeito, onde as pessoas me entendem, onde tudo é bonito, onde luto por causas nobres, onde tudo é diferente.
Espero mesmo que tudo se resolva, entre nós, que tome um caminho definitivo. E entre mim e aquela amizade, que é tudo que me dá esperanças, que é tudo que me traz à realidade, que me impede de fugir dos meus compromissos, que me mostra que o mundo real não é tão ruim, contanto que você tenha pessoas com você…
Principalmente se essas pessoas foram mais importantes para você do que você mesmo.

Ouve-se tanto sobre...

Ouve-se tanto sobre ética e moral, e humildade e disciplina, que os conceitos até se misturam.
Ética e moral estão intimamente relacionados, de fato, são conceitos subjetivos e de difícil entendimento. O que é ético para uma pessoa pode não ser ético para outra, e agir com moralidade para com a sociedade pode não ser ético para si mesmo.
Qual vale a pena, afinal? Respeitar e seguir normas que a sociedade impõe a você, sendo uma pessoa digna de respeito e admiração, mesmo que isso seja controverso a tudo o que você acredita, ou agir seguindo as suas normas, as suas regras e, portanto, sendo ético consigo mesmo e não se importar com o que a sociedade vai pensar de você?
O mundo facilita muito essa dualidade e oposição. Há estereótipos que “te definem”. Você é julgado mais pelo que aparenta ser e pelo que você tem do que pelo que você realmente é e pelo que você faz de bom, para as pessoas importantes para você, para a sociedade como um todo, ou mesmo para você.
Tudo nessa vida é tão subjetivo. O modo de viver da humanidade é ambíguo, talvez pelo mundo ter feito dele assim, ou talvez seja porque faz parte do instinto humano. Pessoas morrem todos os dias, defendendo sua pátria, defendendo o que importa a elas, defendendo seus ideais. Talvez não porque queiram, mas porque a sociedade determina que elas devem fazer isso. Serão vistas, então, como heróis, pela maioria das pessoas. Mas será mesmo que é isso que elas queriam ter feito? Morrido pela pátria, salvado a humanidade, sendo que tudo que precisavam era de sua família, seus amigos, as pessoas amadas. Eram felizes assim, mas morreram salvando a humanidade. Isso é ético?
Para a humanidade sim, mas para um indivíduo em particular talvez não seja… para mim não é.
Mesmo o conceito de humanidade é subjetivo. Pode significar a raça humana, como um todo. Mas e se, para mim, a humanidade se restringir àquelas pessoas que me fazem feliz, que me amam, que confiam em mim? Isso está errado?
E se eu morresse para salvar apenas esses, e falhasse em salvar a “verdadeira” humanidade? Seria anti-ético, num ponto de vista geral, mas seria completamente aceitável e admirável para mim, uma vez que eu defendi o que realmente me importava.
O fato é que muitas pessoas se iludem, achando que precisam agir moralmente com a sociedade para ser ético, mas, às vezes, a ética pessoal supera em muitos aspectos a ética coletiva. É óbvio, no entanto, que isso não serve de desculpa para qualquer ato imprudente e perigoso, ou hostil, que seja. É preciso SABER ser ético consigo mesmo, é preciso ESTAR CIENTE de que isso não vai prejudicar ninguém.
E é aí que entra a disciplina.
Saber como agir sem prejudicar ninguém, saber quando parar de fazer algo, saber o momento certo de começar a fazer algo. Mesmo que seja para aconselhar.
Outro conceito de difícil compreensão é a humildade. Será que ela pode ser subjetiva? Será que dando a oportunidade de alguém ser humilde, mesmo que isso signifique ser pretensioso, esnobe e arrogante, você pode ser considerado humilde? Será que se rebaixando grotescamente para forçar a humildade nas pessoas você pode ser considerado uma pessoa exemplar? Será que realmente vale a pena “forçar” alguém a ser humilde, quando nada que não é de boa vontade é bom? Será que isso não gerará apenas mais hostilidade e discórdia? Será mesmo que existem pessoas que fazem isso conscientemente? Ou será que é só uma desculpa para se promover ou “escapar” de ser chamado de arrogante?
Há tantas e tantas coisas no mundo que me deixam confuso, que me fazem pensar duas ou mais vezes (normalmente muito mais) antes de agir, talvez isso até me prejudique, de certo modo.
Mas, pensando melhor, há um bom motivo para as coisas serem assim. As pessoas mostram que realmente são dignas e merecedoras de adjetivos como “ético” “moral” e “humilde” quando conseguem superar as barreiras erguidas pela vida com respeito e cidadania.
domingo, 10 de julho de 2011
Toda espera tortuosa que me foi imposta tem finalmente um fim. Um sim, ou um não, já não me importava mais o que, contanto que viesse algo. A loucura já me tomava o pensamento. Confesso que ainda sou um louco cheio de amores platônicos e casos mal resolvidos, mas um pouco mais leve, eu acho.
Sinto agora um ar. Mesmo sem saber muito, eu sei que tem o que pensar, e isso não pode ser negativo, não pode ser prejudicial. Contanto que leve à pensar, posso até ser posto de lado, pode até preferir esquecer, mas não pode anular, não pode mudar o que foi.
Já não me preocupo mais com palavras certas, não me preocupo com mais nada. Eu jogo aqui tudo que deve sair. Expurgo meus demônios e não me importo com os resultados. Preocupo-me apenas com o bem estar de minhas senhoras, que mal se lembram de mim, procupo-me apenas em não faltar-me fumaças diversas que me fazem menos vazio e uma bela cachaça com café para que possa melhorar meus dias. Preocupações primitivas e vazias, que guardam todo o amor que sinto pela vida
segunda-feira, 4 de julho de 2011

Reflexões

Hoje acordei deprimido, sem nenhuma razão aparente. Isso acontece, às vezes, mas normalmente há algo que me anima no decorrer do dia. Hoje foi diferente, no entanto. Há notícias que nos desanimam, visões que nos desagradam, e tudo isso somado à monotonia cotidiana fazem com que eu fique realmente para baixo. Hoje foi tão ruim que sequer tive disposição de fazer a coisa que mais gosto, atualmente.
Hoje, tudo que fiz foi ficar sentando ao ar livre, observando o céu e seus detalhes, as estrelas, e principalmente a lua, que tanto me fascina. Ela tem um significado importante para mim. Pode parecer estranho, mas eu converso com ela. Não diretamente, lógico. Mas passo, às vezes, tanto tempo em sua presença, pensando em tantas coisas diferentes, que sinto que ela sabe de todos os meus segredos. É assustador, mas ela me mostra soluções, ocasionalmente. As principais decisões definitivas que tomo são em sua presença, e tenho uma dificuldade particular de tomar decisões. Nunca sei qual será a melhor e nem como uma escolha afetará minha vida.
Ela também me inspira, na verdade. Penso em coisas surpreendentes quando olho para ela, meus horizontes se expandem, passo a compreender os diversos significados das coisas que a vida faz questão de nos apresentar.
Sinto-me insignificante, porém. Observar a vastidão imensurável do céu é algo realmente assustador. Mostra-me o quão pequeno eu sou, e o quão desprezíveis são os meus problemas perante a grandiosidade do universo. Mostra-me a perfeição da obra do Grande Criador e faz-me perceber o quanto o ser humano é problemático e corrompe o que é tão belo e perfeito. Talvez fosse melhor se não existíssemos, ou talvez aprendamos com o tempo que precisamos ser menos pretensiosos e ambiciosos, menos arrogantes e corruptos, menos mal-humorados e agressivos, menos inconscientes e ingênuos, e que sempre há algo maior que nós. Talvez um dia deixemos de ser ignorantes e passemos a lutar para construir um futuro melhor, com humildade e disciplina, enfatizando o respeito, a compaixão e a tolerância que devemos ter com nossos semelhantes.

O que fazer?

O que fazer quando não sei o que sinto?
O que devo falar?

” And I don’t Want you, and I don’t need ya…”

ou

” Did I say that I need you? Did I say that I want you? If I didn't I'm fool, you see... ”
O que fazer quando você pensa que as pessoas de quem você gosta não fariam,por você, nem um quarto do que você faria por elas?
O que fazer quando você tem a sensação de que a maioria das pessoas que te cerca está interessada em algo que você possa oferecer, e não ligam a mínima para o que você sente, para o que você pensa, para o que você vive, para o que você sofre… para nada…?
O que fazer quando há possibilidades de ter que mudar de vida, de hábitos, de escola, de cidade, de tudo, e se lembrar de que talvez ninguém sinta sua falta?

heart hurt...

Um turbilhão de pensamentos invade minha mente, meu corpo se perde em meio aos mais diversos sentimentos, minha sanidade é posto a prova, conceitos antes formado, hoje não faz o mínimo sentido, tudo, absolutamente tudo que um dia eu achei errado se torna uma vontade, um desejo, pessoas que antes eu reprendia por fazer tal coisa, hoje eu admiro, afinal tamanhacoragem é pra poucos.
Estou cansado dessa vida monótona e pacata, quero diversão fora dos limites, quero emoções, quero sentir aquele frio na barriga, quero briga, sair da rotina ‘escola, sair, escola, sair’… Quero viajar, conhecer gente nova, lugares novos,sensações novas, buscar a felicidade de um outro ponto de vista.
Mas o tempo vai passar, e a vida vai cuidar de me por novamente nos trilhos, e vou seguir em frente de cabeça baixa pensando em como poderia ter sido diferente aquele dia… No melhor dos casos o futuro me espera com um emprego bom, uma casa boa e uma conta bancaria gorda, mas isso não bastara, porque vai sempre ter aquela faísca de desejo, de vontade… Vai sempre bater o arrependimento, e eu vou perceber que a vida poderia ter sido melhor… Pelo menos na melhor faze da vida. E assim sigo, consciente da minha fraqueza, e assim vivo, esperando uma oportunidade para recomeçar.
E no fim do dia, a única coisa que restara serão lagrimas de decepção rolando rosto a abaixo, e sem coragem seguirei em frente, com o peso de ser fraco atordoando minha cabeça, talvez esperando um surto repentino de coragem, ou simplesmente esperando que a sociedade me transforme em mais um sanguessuga capitalista, não que eu seja contra o capitalismo, muito pelo contrario, porém, como o texto em questão não se trata disso, deixarei para expressar minha complexa opinião sobre esse assunto em um outro texto.
domingo, 3 de julho de 2011

Pessoas .-.

Conviver com pessoas é realmente muito difícil. Agradar a todos é mais difícil ainda, quase impossível.
Ou você tenta agradar a todos, ou você vive sua própria vida aproveitando o máximo possível.
A situação se agrava quando há diferenças gritantes entre você e as pessoas, ou mesmo entre as pessoas. Sua mente entra em conflito com seu coração, e então você fica sem saber o que fazer, e na dúvida, faz o que nem sempre é melhor para você.
Saber lidar com diferenças é uma coisa surpreendentemente complexa e admiro muito as pessoas que conseguem. Eu, particularmente, me sinto confuso e perco o ânimo, me restringindo a pessoas que se parecem mais comigo do que outras. É óbvio, claro, que é mais fácil agradar pessoas semelhantes do que pessoas de extremos opostos.
O engraçado, é que a maioria das pessoas não faria, por você, um terço do que você faria por elas, e ainda se sentem no direito de reclamar quando você faz algo errado. Você tentou, pelo menos, certo? E ela? O que fez?
Fico feliz quando lembro que tenho pessoas que me ajudam e que fazem muito por mim, e espero que eu possa, um dia, fazer tanto por elas. Ou pelo menos tentar. Só peço que não me recriminem se eu vier a errar.
Estou cercado, no entanto, por outras pessoas. Pessoas interesseiras, e, mesmo enquanto estou aqui escrevendo este texto, percebo isso. Vejo pessoas vindo falar comigo apenas para que eu faça algo para elas. Pessoas que normalmente mal olham nos meus olhos. Fico dividido entra a vontade de xingar e o dever de ser cortês e mostrar que sou melhor que elas. Normalmente fico com a segunda opção, não sei se vale a pena me estressar e me rebaixar só por causa dessas pessoas.
Vejo que cada vez devo me importar menos com as pessoas, e guardar toda a minha dedicação, amor, carinho e conselhos para aqueles poucos que realmente amo e que realmente me fazem feliz, que significam algo para mim, que me ajudam a viver bem e que me fazem rir e sorrir.

Mudanças

Era tudo cinza e sem graça. Nada possuía um significado relevante, e os dias passavam, um após o outro, da mesma maneira, calmos, monótonos, idiotas, talvez. Sequer existiam preocupações dignas de atenção. Todas eram voltadas a coisas fúteis.
E, de repente aquilo que era vazio e comum ganhou um turbilhão de sentimentos jamais imaginados anteriormente. A indiferença se tornou um senso crítico surpreendente e uma vontade estrondosa de defender meus ideais e o que era importante para mim. A monotonia já não existia. Cada dia era incrível, único, maravilhoso.
O que era cinza ganhou cor, e eu percebi que viver era uma oportunidade maravilhosa e que eu precisava aproveitá-la.
Quem diria que aquele garoto com cara fechada, anti-social e esquisito, conseguiria, um dia, conhecer o significado da palavra “amor”?
Quem diria que aquela pessoa que não dependia de ninguém para tirar notas boas na escola, e era dono de uma individualidade monstruosa, passaria, de repente, a depender de uma garota que ele nunca soube que existia para ser feliz?
E quem diria que aquela pessoa embriagada com todas essas novas sensações cairia num abismo sem fim, frio e escuro?
O coração é complexo. le te mostra como ser feliz, mas, de uma hora para a outra, a vida se encarrega de mudar as coisas, e seu coração te mostra, então, o que é a tristeza.
Perguntam-me frequentemente se eu sofro por ela, ou se já a esqueci. Fico sem ter o que responder. Tenho medo, de responder, na verdade, uma vez que toda memória que possuo dos momentos em que estávamos juntos ocasionam em mim uma série de sentimentos que se confundem. O amor se entrelaça com a solidão, e a nostalgia dos momentos que passamos juntos com a insegurança que me corrói. O passado perfeito cria um elo com o futuro incerto e então se torna impossível fazer previsões.
Creio que a resposta para as perguntas sejam, portanto, as piores possíveis. Sofro, é óbvio que sofro. Eu tinha tudo que queria, e de uma hora para outra, passei a não ter mais. Sofro, mas não inteiramente por isso. Sofro por não ter aproveitado melhor, por não ter conseguido manter a chama do amor acesa no coração dela. Por não ter mostrado que eu sou uma pessoa melhor e que ela me fazia feliz. Sofro pelo meu jeito de ser. Sofro pela minha dificuldade em expressar o que sinto. Sofro por depender demais das pessoas.
Tenho pessoas importantes comigo, e elas me mostram cada vez mais claramente a maneira que devo agir, e creio que estou começando a entender. Balancear a insegurança com uma dose exata de espontaneidade. Misturar o medo com o gosto por novidades. Mostram-me que previsões não podem ser feitas em demasia, pois expectativa causa frustração. O que deve ser será.
Mostram-me, acima de tudo, que a melancolia deve ser substituída pela positividade. E a positividade deve ser o combustível que alimenta a vida.

...

Todos os dias se repetem como se nada fosse mudar, o  oxigênio que respiro é o mesmo, as aulas continuam entediantes, os livros que leio se repetem, a caneta continua a manchar a folha sem nada de útil produzir, as conversas nada mudam das do dia anterior, o café continua com a mesma amargura, as reclamações não mudam, as esperanças não morrem, e o sentimento prevalece!

Ao passar dos dias, vejo que nunca irei me adaptar a isso, vejo que o sol vai sempre nascer e morrer do mesmo jeito, e não há nada que se possa fazer para mudar isso. Tudo que podemos, e devemos , fazer é tentar ocupar o tédio diário com coisas totalmente inúteis e vazias que preenchem o espaço vago em nossa mente. Isso não é uma tarefa tão simples quanto parece, pelo menos não para mim .
Apesar dos dias vazios e podres vou sobrevivendo nessa mediocridade que é a vida, apesar de todas decepções continuo insistindo nesse sentimento, apesar de tudo ainda penso. Talvez um dia tudo faça sentido, talvez eu já tenha encontrado o sentido e não tenha percebido, ou talvez o sentido não me percebeu. Enquanto vago na vida , digo foda-se a tudo, não quero me desgastar com preocupações. Portanto, foda-se! Vou escrever o que eu pensar, vou falar, gritar, gostar, chorar, brigar, xingar, amar.
sexta-feira, 1 de julho de 2011

Conto...

Num crepúsculo gélido, caminhando lenta e graciosamente sobre a floresta congelada, não deixando qualquer vestígio visível na neve branca e pura. Os flocos pairavam sobre seus longos e dourados cabelos, que balançavam tristemente com a brisa suave que passava por ali. O sol quase se escondia por de trás do pico alto e congelado, que ficava logo ali, próximo daquele tão grande e sombrio lago. Os lamentos das árvores podiam ser ouvidos, carregados, lentamente, pela brisa que já ganhava força. Andava em conjunto com a natureza, como se fossem um, não podia ser ouvido nem percebido, tamanha harmonia que unia o elo entre o ser místico e a bela paisagem. Na mão direita, estava desembainhada a longa e bela espada, confeccionada por ele mesmo, e nas costas, a aljava negra que carregava inúmeras flechas que logo perfurariam a pele podre e amaldiçoada das criaturas que o esperavam com sede de sangue e ódio.
Seus olhos críticos e inexpressivos mostravam que nada mais importava, e que tudo o que a figura mística desejava era poder exterminar o máximo das malditas criaturas que pudesse.
O sol quase desaparecera totalmente, e ao olhar os resquícios dos raios solares, lembrara-se da noite anterior, ao perceber que a amada jazia nua e morta, toda ensanguentada e com olhar assustado, na bela moradia que os dois mesmo haviam construído, ao ar puro, e que agora ardia em chamas altas e intensas. Pôde ver com seus olhos de elfo as desprezíveis criaturas se afastando mais em frente, com olhares malignos e repletos de luxúria, com os dentes pingando sangue e o precioso colar com que presenteara a amada na mão do líder. O colar era poderoso e magnífico, portador de uma magia que poucos poderiam controlar com autonomia, sem se deixarem ser dominados.
Seguiu-os, então, sem pressa, sabendo, no seu íntimo, que logo o sol apareceria e faria com que as criaturas se refugiassem em suas tocas escuras e nojentas.
E era chegada a hora, portanto, com o final desse mesmo dia, de sua vingança. Já podia ouvir os rosnados irritantes das malditas criaturas, que logo sairiam de suas tocas para mais uma jornada de carnificina.
Já não havia mais luz, mas ela não era necessária. Os olhos do elfo enxergavam muito bem no escuro. Era um elfo poderoso, afinal. O pior inimigo que alguém pode ter é aquele que não tem nada a perder, e o ser místico já se enquadrava nesta situação.
Finalmente saíram de suas tocas. O olhar, pela primeira vez, desde a noite anterior, ganhara um ar de ódio e vingança e, com isso, o elfo começou a sua dança da morte, dilacerando, esquartejando, decepando, e perfurando o coração das muitas criaturas. Tentavam, num impulso inútil, ferir o ser místico em sua dança inconstante e avassaladora, que fazia jorrar sangue por todos os lados. Nada funcionava, era impossível pará-lo quando começava a lutar.
Agoniados e vendo seus destinos serem encurralados pelas mãos do belo ser, arrependeram-se amargamente de terem aparecido na vida do elfo e pediram clemência de joelhos. Bastou apenas um olhar de relance para a sua face, no entanto, para perceberem que já era tarde demais.
Começaram a fugir, portanto, mas o elfo os perseguia incessantemente, um por um, até matá-los todos e recuperar o colar que tanto significava para ele.
De volta ao lago, ileso e todo encharcado de sangue alheio, despiu-se e mergulhou na água gélida. Submergia cada vez mais, até ficar com a visão embaçada e adentrar, enfim, num sono profundo e irreversível, visitando, numa viagem sem volta, o plano dos mortos, onde poderia ficar eternamente com aquela que amava e entregar, novamente, o tão magnífico colar.
As árvores lamentavam, os animais chiavam inquietos, e até mesmo o céu começara a chorar, numa chuva torrencial que limpava todos os resquícios do sangue derramado. Tudo isso ao ver que um ser místico, puro e em harmonia com a natureza, agora difamado e corrompido pelo crime que cometera por sentir-se culpado por não estar presente para defender a mulher amada, já não tinha um propósito para viver, e tudo o que queria era reencontrar sua alma gêmea. E com ela permanecer, eternamente, num lugar pacato e perfeito.
E finalmente estava em paz...

Orgulho...

Saiba usar seu orgulho, ele é a maior arma pessoal que você possui. Mas cuidado, num piscar de olhos ele pode se voltar contra você e destruir sua vida de uma maneira, talvez, irremediável. É preciso saber quando jogá-lo no lixo e reconstruir laços, se esses laços forem muito importantes para você. É necessário alimentá-lo, mas não dê mais energia do que ele pode aguentar. É preciso ter bom senso, e não ferir outras pessoas para alimentar seu ego. Pessoas egocêntricas demais tendem a ficar sozinhas. Podem estar cercadas de pessoas, mas o coração sabe que nenhuma delas realmente está lá para você.
Isso é fato, veja quantas bandas promissoras já acabaram por brigas geradas por egocentrismo e falta de compaixão. Veja quantas amizades se perderam no tempo por motivos fúteis relacionados a um orgulho corrosivo e maior que o próprio portador.
É necessário sabedoria, é necessário humildade, é necessário aceitar a culpa, quando ela realmente é sua, não importa em qual situação e fazer o possível para erradicá-la. Peça perdão. Você se mostra forte quando pede perdão, e forte quando perdoa.
Certas coisas, talvez, não sejam fáceis de ser esquecidas, mas o primeiro passo para esquecer é perdoar. E perdoar realmente, não apenas fingir que perdoa e virar as costas e começar a falar mal. Se for esse o caso, é melhor que nem finja, pois isso ilude as pessoas, e a ilusão é a pior situação em que uma pessoa pode se encontrar. Parece a salvação, a princípio, mas logo isso vai se dissolver, e você vai perceber que está sendo iludido, e é aí que a coisa realmente piora.
Tristeza e inquietação não são suficientes para descrever o que acontece. A ilusão não faz bem, nem para quem ilude e nem para quem é iludido.
A culpa que se sente quando se ilude alguém é monstruosa, e nem sempre a pessoa iludida será forte o suficiente para te perdoar, e você viverá com isso por muito tempo e sentirá na pele que brincar com os sentimentos de alguém não é uma coisa divertida.
A pior morte que se pode ter é entregar seu coração para uma pessoa que acha que ele é um brinquedo. Isso dilacera, isso corrói e isso mata.
Pode não matar literalmente, mas a pessoa para de “viver”, não se sente feliz, não ri, tem medo de tudo, medo de amar, medo de se relacionar, medo de conhecer pessoas novas, medo de se machucar outra vez.
Isso não pode ser considerado vida.
Orgulho é uma faca de dois gumes, ele te defende e te ataca, simultaneamente.
Cuidado...

Nunca deixe que te digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém (…). Tem gente que não sabe amar…

Alguém aí sabe amar? Se sim, por favor, me ensine.
O tempo passa, e tudo de sólido que havia se formado em mim se dissipa com apenas algumas palavras, todos os melhores sentimentos se dissolvem, como um ácido dissolve um simples pedaço de plástico, o que eu antes tinha certeza amar, hoje tenho a duvida se eu realmente amo, não que eu tenha deixado de amar, mas  se algum dia soube o que é isso.
Amar, uma palavra, que por toda minha vida guardarei, talvez na esperança de um dia aprender a usa-la, talvez na certeza de que um dia eu conseguirei compreende-la. Dizem que amar é uma coisa natural, acontece, e algumas vezes você já nasce amando, Pai, Mãe, Irmãos, Familia… Se isso realmente for verdade, talvez eu não faça parte da tão complexa naturalidade, ou talvez eu não saiba demonstrar o que sinto pelas pessoas, é meu jeito de ser…
Posso dizer “eu te amo”, posso te dar um abraço, um beijo na testa, e ficar lembrando todos os momentos felizes que passamos juntos, mas por vergonha, ou pelo meu jeito de ser, eu apenas olho no fundo de seus olhos, na esperança de que tais sentimentos saltem como pulgas energizadas dos meus olhos, fazendo você sentir o que eu realmente sinto. Mas isso nunca acontece, seria bem mais fácil se eu tivesse a coragem de falar o que penso, de demonstrar o que sinto, seria bem mais fácil se eu fosse diferente, não?
Duvido muito que algum dia venha a ler isso, mas se acontecer saiba que eu te amo.
…mas eu sei que um dia a gente aprende. 

You.

E fazem anos de felicidade no espaço de simplórios 7 dias. Minha agonia foi curada, toda dor saía em revoada no exorcismo do pessimismo. Mas agora só quero ver, só penso nos olhos de cor azul que hipnotizaram minha vida. Não penso em mais nada, a boca rosa levemente aberta para o errado que se tornou correto. O limite foi quebrado, não se sabia direito o pecado e o perfeito, não ligava muito, praticamente explodia-me meus sonhos e não me deixava dormir ao olhar seus olhos.

Friends



Já fiz amigos eternos, e amigos que nunca mais vi...  Acho que não tem frase melhor para estrear esse blog. Hoje após a saída da escola, no trajeto escola – casa, esbarrei com um velho amigo meu, mais do que isso, um velho melhor amigo. Olhares taciturnos, aperto de mão, a vontade de parar e ficar por horas conversando, repondo as novidades se esvaeceram com a aproximação, e nem ao menos um dialogo foi estabelecido, cada um seguiu seu caminho, e a amizade que antes era de laços esplendorosos foi aos poucos se tornando pequenos nós, que ficarão marcados na nossa trajetória, até emfim arrebentar, de melhor amigo, para apenas conhecido, e daqui uns anos nem sua própria face serei capaz de reconhecer.

E nesses momentos olho para traz e vejo o tanto de pessoas especiais que deixei passar pela minha vida sem que realmente marcasse, o tanto de pessoas que poderiam ter sido mais do que foram, e nem ao mesmo tenho contato hoje em dia, são depoimentos que se perdem e histórias que são esquecidas, momentos que deveriam ser eternizados se perdem em meio as informações inúteis que recebo diariamente, e minha mente vai se ocupando com coisas supérfluas enquanto os momentos dignos de recordação vão se tornando flashs cada vez mais raros.

Mas é assim que é a vida, e é assim que sempre vai ser, momentos de alegria vão passar até serem esquecidos, e é por isso que eu procuro aproveitar cada minuto, cada momento, cada amigo, antes que esse se torne apenas mais uma pessoa na sua vida. E um dia, em um futuro um pouco distante você vai se lembrar daquelas pessoas, e dos momentos que passaram juntos, e perceber que aquilo é seu passado, e que nunca mais ira voltar, nada mais será igual aquilo, e você finalmente vai se lembrar das palavras daquele velho companheiro, e lagrimas rolarão face a baixo, e a saudade vai perpetuar...

"De ontem em diante serei o que sou no instante agora, onde ontem, hoje e amanha são a mesma coisa, sem a ideia ilusória de que o dia, à noite e a madrugada são coisas distintas separadas pelo canto de um galo velho. Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho do versículo e da profecia. Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro, meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho maria! Minha mamadeira de leite em pó é cerveja gelada na padaria, meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira, e se antes um pedaço de maçã, hoje eu quero a fruta inteira. E da fruta tiro a polpa... Da puta tiro a roupa, da luta não me retiro. Me atiro do alto e que me atirem no peito, Da luta não me retiro... Todo dia de manha é nostalgia da besteira que fizemos ontem."

De ontem em diante - O Teatro Magico

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