segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Never said, but I love u, grandpa


“A vida sempre vai tentar te derrubar, apenas finja que esta no chão, e de a volta por cima.” dizia jaz meu avô, quando já no leito da morte, e essas palavras nunca saíram da minha cabeça, assim como a ultima vez em que a ouvi. Era noite de chuva, acompanhando de um frio desastroso, e na cama, jazia um corpo derrubado pela mais inútil e infeliz doença, a doença que faz a pessoa sofrer até o ultimo suspiro, matando cada célula do seu corpo, uma de cada vez, em uma velocidade atordoante. E então seu ultimo suspiro aconteceu, lagrimas rolaram face a baixo, gritos de raiva foram lançado ao cosmo, naquele momento foi estabelecido o ápice de minha tristeza, a solidão entrou em colapso com a fúria, e uma nova personalidade foi se difundindo através das lagrimas impetuosas e ardentes, desciam elas queimando como labaredas, os olhos impossibilitado de visão alguma pelas lagrimas se fecharam, e naquele momento, cheguei ao fundo do poço. Não podia, porém deixar que as últimas palavras ditas pelo meu avô fosse em vão, e quão sábia foram aquelas palavras, coloquei-me então sobre constante reflexão. Cheguei à conclusão de que a vida é apenas uma série de acasos constantes e desastrosos, onde a constante desastrosa pode se definir pela inconstante felicidade, ou simplesmente pelas perdas de quem amamos, afinal, o resto podemos aguentar com um sorriso no rosto.

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"De ontem em diante serei o que sou no instante agora, onde ontem, hoje e amanha são a mesma coisa, sem a ideia ilusória de que o dia, à noite e a madrugada são coisas distintas separadas pelo canto de um galo velho. Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho do versículo e da profecia. Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro, meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho maria! Minha mamadeira de leite em pó é cerveja gelada na padaria, meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira, e se antes um pedaço de maçã, hoje eu quero a fruta inteira. E da fruta tiro a polpa... Da puta tiro a roupa, da luta não me retiro. Me atiro do alto e que me atirem no peito, Da luta não me retiro... Todo dia de manha é nostalgia da besteira que fizemos ontem."

De ontem em diante - O Teatro Magico

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