quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Sassa (:

A partir do momento em que saímos da rotina, e entramos em uma zona de intensidade capaz de marcar parte de sua existência, percebemos a beleza daquilo que nos cerca, sentimos a alegria que cada dia nos proporciona, com chuva, sem chuva, com alguém te enchendo o saco, sem alguém te enchendo o saco, conseguimos tirar até mesmo do pior dia, os melhores sentimentos, e quando compartilhamos momentos assim com pessoas especiais, essa sensação toma proporções inimagináveis, portanto indescritíveis, pois as palavras de algum modo reduzem sensações antes infindas. Meu mundo anda meio a controvérsias, é a vida me pregando peripécias, irônicas ao ponto de me fazer crer e descrer, me fazer ler e reler.  É de fato difícil explicar momentos tão intensos. A intensidade tem tomado conta da minha vida de uma forma desastrosamente boa, tenho curtido cada momento livre, e o fato desses momentos livres serem raros, é o que torna essa intensidade cada vez mais constante e sublime.
É nesses e em outros momentos que percebo a capacidade humana de buscar sempre o que lhe faz bem, buscar sempre a felicidade, buscar sempre as pessoas que te fazem bem, e é esse meu dilema todos os dias.

...
As palavras sem fundamento continuam a aparecer no quadro negro. A mão conduzindo a caneta sem nada útil a produzir. O papel em branco é manchado. Os pensamentos, insolentes que são, insistem em se perder, perdem-se em lugares específicos, não muito distantes, alguns metros, vem à lembrança os olhos de cor clara, o sorriso radiante, o cheiro instigante, a vontade aumenta, a saudade se faz presente, em grande parte do dia ela o faz, apenas alguns momentos de escape nos é permitido (sinta a ironia do permitido), momentos esses, marcados pelo soar de um sinal velho.
Os olhos se perdem em meio à multidão a procura de um par de olhos, o coração eufórico indica a direção, a intuição de alguém que ama nunca falha, a ansiedade toma conta do ser. Os olhares finalmente se cruzam, o coração já acelerado aumenta levemente seu ritmo, fazendo o suor escorrer deliberadamente, os pensamentos se perdem em meio aos mais variados sentimentos, a mente viaja a outras dimensões, me perco em mim mesmo, o encontro alegre se transforma em instantes em beijos inusitados, o dialogo já não se faz presente, o coração em sintonia dispensa qualquer tipo de manifestação, apenas sensações típicas e atípicas de uma paixão juvenil. E lá esta novamente o soar do sinal velho...
É a ironia constante da vida, o mesmo sinal que ora lhe faz sorrir radiantemente, na euforia de ver quem tu queres, ora lhe faz praguejar o fim de um intervalo. Mas o sino não tarda a bater novamente, e tenho então mais motivos pra sorrir, reencontro aquele sorriso, e de imediato um turbilhão de sentimento toma conta do ser, consome cada gota de razão, tudo vira emoção.
E é nesses constantes vai e vem, com direito a broncas e olhares de repressões, que fazem meus dias, cada vez melhor, estou pouco me ligando para o que os outros pensam, ou o que é certo e errado, nunca me importei com isso, e não é agora, no ápice da minha adolescência que eu vou me importar. Só quero, e só vou continuar aproveitando cada momento da minha existência...
...
 O que quero é continuar vivendo intensamente cada momento ao lado dessa garota que tem me mostrado tão bem o que é a intensidade. Eu vou continuar fazendo o possível e o impossível para que tudo isso continue com a mesma intensidade, melhorando a cada dia (se isso for possível) e se um dia o que sinto por intermédio do destino, acabar, lembrar-me-ei então, o que me fez sentir por você o que eu sinto hoje, e de modo algum esquecerei os momentos ao seu lado.

PS. Sabe o que é ficar horas, dias pensando nas palavras certas pra descrever minha alegria, meus sentimentos, para demonstrar minha vontade de que tudo seja eterno? E sabe o que é uma pirralha precoce que não cansa de perguntar e te pressionar? pois é, esse foi meu dilema essa semana. O que me surpreende, e me deixa encabulado, é o motivo dessas palavras serem tão difíceis de sair, nunca tive problemas em falar de sentimentos, de descrevê-los.
PS².  Duas semanas garotinha, duas semanas de pura alegria e momentos cada vez melhor, te amo, e espero que não tenha ficado muito meloso, desculpe a demora, problemas de pseudo-escritores...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Por que não acreditar?

Por que não acreditar? Eu tenho acreditado inutilmente há meses, com uma esperança sem fim, abalada, eventualmente, por apenas decepção profunda, mas passageira, que logo dá lugar à expectativa. Mais difícil do que perceber que estou dividido entre dois pontos de vista, é não saber o que fazer quando não se pode agradar aos dois simultaneamente.

Se agrado a razão, o emocional é ignorado, gerando incertezas e temores, pois sentimentos são contraditórios: ao mesmo tempo em que dizem muito, mostram pouco, deixando meu ser preso num corrosivo jogo de supremacia. Se agrado o emocional, a razão, irônica e cruel, faz questão de me mostrar o quanto já sofri por causa do valor excessivo que reservo ao emocional, expondo fatos e apontando defeitos.

Defeitos existem em tudo, mas não posso negar que os defeitos do emocional, que a razão insiste em me mostrar, são complexos e destrutivos. Quanto tudo parecer estar bem, num segundo de instabilidade, tudo aquilo que antes era concreto se torna o real exemplo do abstracionismo, onde se tem o ideal, mas é impossível agarrar com unhas e dentes algo que eu espero e não recebo.

Há sempre promessas de melhora, no entanto, que, somadas ao meu apego ao emocional, talvez alimentem minha esperança, uma vez que eu acredite. Só espero que tal promessa seja cumprida, pois não se brinca com esperança alimentada. Pode acarretar um grande estrago, talvez irreversível.

Sim, resolvi, mais uma vez, ignorar a razão e confiar na emoção, mesmo correndo o risco de perder a consciência, que também é muito importante para mim. Rezo para que seja a escolha certa, pois, caso não seja, não saberei, então, como agir.

...

Hoje me impressionei ao me ver chorando por somente um lado da face, sem sequer perceber de imediato. Mas não encontrei, embora tenha procurado, a figura de cabelo cor de fogo e vestido carmesim. Quem sabe ela não poderia ter me indicado o caminho correto?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Never said, but I love u, grandpa


“A vida sempre vai tentar te derrubar, apenas finja que esta no chão, e de a volta por cima.” dizia jaz meu avô, quando já no leito da morte, e essas palavras nunca saíram da minha cabeça, assim como a ultima vez em que a ouvi. Era noite de chuva, acompanhando de um frio desastroso, e na cama, jazia um corpo derrubado pela mais inútil e infeliz doença, a doença que faz a pessoa sofrer até o ultimo suspiro, matando cada célula do seu corpo, uma de cada vez, em uma velocidade atordoante. E então seu ultimo suspiro aconteceu, lagrimas rolaram face a baixo, gritos de raiva foram lançado ao cosmo, naquele momento foi estabelecido o ápice de minha tristeza, a solidão entrou em colapso com a fúria, e uma nova personalidade foi se difundindo através das lagrimas impetuosas e ardentes, desciam elas queimando como labaredas, os olhos impossibilitado de visão alguma pelas lagrimas se fecharam, e naquele momento, cheguei ao fundo do poço. Não podia, porém deixar que as últimas palavras ditas pelo meu avô fosse em vão, e quão sábia foram aquelas palavras, coloquei-me então sobre constante reflexão. Cheguei à conclusão de que a vida é apenas uma série de acasos constantes e desastrosos, onde a constante desastrosa pode se definir pela inconstante felicidade, ou simplesmente pelas perdas de quem amamos, afinal, o resto podemos aguentar com um sorriso no rosto.
domingo, 24 de julho de 2011

Assuntos 'facebookanos'

Desde criança, a gente aprende coisas que fica marcado por toda nossa existência, e se eu aprendi algo que me recordo bem, é que devemos sempre lutar por nossos direitos. Cresci então com a ideia de justiça culminando minha cabeça, e não podia nunca, de modo algum presenciar alguma injustiça que me brotava uma espécie de agonia, o desespero tornava-se o protagonista, e a razão virava coadjuvante, a minha incapacidade diante da situação me fazia sentir um lixo.
Nunca tive uma paciência de se admirar, é fato, mas ultimamente minha paciência tem chegado a um nível espetacular, tenho visto e presenciado coisas que sou incapaz de aturar, e mesmo assim continuei na minha, calmo, e isso foi acumulando com o tempo, e eis a hora em que perco o controle, e deixo a razão como coadjuvante, tomando dessa vez como protagonista a revolta.
Revolta essa que me fez esquecer totalmente a razão, e como consequência me levou a fazer o que fiz. Arrependimento? De modo algum, diria que até um pouco de orgulho, pois disse coisas que a maioria tem vontade, mas falta coragem, eu errei, concordo, mas aprendi, e se eu não aprendo agora, eu erro mais tarde. Revoltado ainda, sem duvidas, porém um revoltado menos burro, ou com um conhecimento a mais, como preferir.
O que importa é que falei o que tinha que ser dito, ouvi o que tinha que ser ouvido, e me decepcionei com quem tinha que decepcionar, e foi surpreendente, a quantidade de pessoas que são hipócritas sem saber é incrivelmente alto, as que são hipócritas e fingem não ser então, prefiro nem comentar, agora o que me surpreendeu mesmo foi a quantidade de pessoas que são hipócritas e julgam a hipocrisia alheia, isso pra mim é o fim.
Desiludi-me então com algumas coisas e pessoas, algumas pessoas subiram no meu conceito, enquanto outras despencaram drasticamente. Em fim, foi ótimo para mim, e não devo nada a ninguém.
sábado, 16 de julho de 2011

Tempos difíceis...

Bom, esse é um texto que escrevi há alguns meses, quando tudo estava realmente difícil e quando eu me sentia solitário a todo momento. Foi o mais sofrido e é o mais pessoal, objetivo e melancólico. Lê-lo, mesmo agora que certos aspectos estão muito melhores, ainda me deixa deprimido, angustiado e sem disposição. Mostra muitas das minhas dificuldades e medos, que, num passado recente e mórbido, fizeram com que minha vida não tivesse muito sentido. Hehe, simmm, foi o ápice da minha emice.
Postá-lo ou não era uma dúvida, mas percebi que para superar certos problemas, é preciso ter coragem, ousadia e audácia, e evidenciá-los dessa forma talvez seja um modo de deixar de lado as memórias que, às vezes, ainda atormentam minha mente e minha alma.
Talvez pareça exagero, de um ponto de vista externo, mas foi realmente muito torturante e difícil estar nessa situação.





Lembra-se de quando estávamos juntos? De quando brigávamos por coisas fúteis? De como fazíamos as pazes depressa, e logo estávamos fazendo promessas novamente? Lembra-se de todas as vezes que disse que me amava e que sempre ficaríamos juntos? E de todas as vezes que ficou com ciúmes, mesmo de suas amigas? Lembra-se de como eu sorria quando estava com você, e de como eu sentia saudades quando estávamos distantes? E do poder e controle que seu abraço tinha sobre mim? Lembra-se de todas as vezes que eu chorei em seus braços por machucá-la? E de todas as vezes que eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo quando você me perdoava e dizia “Eu te amo”?
Lembra-se de quando nos conhecemos? De quando eu te chamava de boba, e você fingia se incomodar? Quando ficávamos a madrugada toda conversando, e quando não nos importávamos com nada, contanto que estivéssemos bem? Lembra-se das promessas que eu fiz? E de todas as promessas que você não acreditou? E lembra-se das minhas tentativas de fazer você perceber que eu realmente te amava? Ou de todas as vezes que fazíamos planos para nosso futuro perfeito?
Lembra-se de nosso primeiro abraço? Lembra-se de nosso primeiro beijo?
Pois é, eu me lembro, e espero que você se lembre também. Gostaria que você soubesse que colaborou muito para a minha felicidade, e que você soubesse o tanto que eu sinto sua falta aqui agora. Que choro ao me lembrar de como você me fazia bem, e que, agora, mais do que nunca, eu preciso de você, de seus abraços e de seu carinho. Minha vida não está nada fácil, meus sonhos estão cada vez mais distantes, meu jeito anti social e tímido está cada vez mais gritante, eu nunca sei o que fazer. Seus conselhos me animavam, me mostravam como eu era bobo de pensar em desistir. Mais do que uma namorada, você era TUDO o que eu sempre quis, e TUDO o que eu sempre precisei. Dói-me, agora, saber que eu deixei você partir, que não pude fazer nada para segurá-la, que não consegui te abraçar e dizer “Fique comigo, por favor”.
Só agora percebo o que as coisas realmente significam, que as pessoas mudam, que os amigos mudam, e que poucos ficam a seu lado quando você realmente precisa. Que poucos olham no fundo dos seus olhos e dizem “Não chore, eu estou com você”.
Você sabe, mais do que qualquer outra pessoa, que sempre tive problemas com amizades, e que aquela amizade, em especial, fez com que eu sofresse muito, com que eu chorasse muito. O culpado nunca foi ele, no entanto, apenas minha obsessão e compulsividade, que já estragaram tantas coisas na minha vida. Mas fez com que eu sorrisse muito, e que eu me sentisse muito feliz, mais feliz do que nunca. Eu descobrira, realmente, o que significam as palavras “amizade” e “felicidade”.
Você sabe como minha vidinha insignificante se tornou uma coisa inacreditável, sim, você sabe, por que você ajudou a fazer dela esta coisa inacreditável. Você sabe como eu era feliz quanto você estava comigo, e quando tudo ia bem com aquela amizade em especial, e você era a única que me consolava e que me fazia perceber que aquela amizade era a melhor que eu poderia ter.
Eu acreditei nisso, lutei por isso, bem como lutei por nosso amor.
Perdi as duas coisas. E me entristeci muito com isso. Minha vida voltou a ser aquela coisa fútil e irrelevante, meus sonhos se afastaram de mim, minhas ambições se tornaram deploráveis, eu já não sorria, eu já não chorava. Porque as lágrimas que eu possuía se cansaram de rolar pelo meu rosto inexpressivo. Tornei-me frio, instável e indiferente. Não tinha disposição para fazer nada, nem as coisas mais simples que eu já estava acostumado a fazer. Levantar da cama, pela manhã, já não tinha sentido. Não quando eu já não possuía as duas coisas que mais me faziam feliz.
Mas mesmo assim eu nunca desisti daquela amizade, sempre segui seu conselho. E não é que as coisas estão melhorando? Sim, não é como era antes, mas está melhorando, e eventualmente, espero que tudo volte ao normal. Não, que tudo se torne melhor do que era antes. Eu rezo para isso todos os dias.
Mas e você? Continua tão distante… me sinto tão só quando ouço as músicas que me lembram você e recordo que você já não está mais comigo. Sinceramente, você me faz muita falta, mas já não sei o que fazer… Já não sei o que é melhor para mim…
Às vezes tudo que eu quero é fugir dessa maldita realidade, viver no meu mundinho idealizado, onde tudo é perfeito, onde as pessoas me entendem, onde tudo é bonito, onde luto por causas nobres, onde tudo é diferente.
Espero mesmo que tudo se resolva, entre nós, que tome um caminho definitivo. E entre mim e aquela amizade, que é tudo que me dá esperanças, que é tudo que me traz à realidade, que me impede de fugir dos meus compromissos, que me mostra que o mundo real não é tão ruim, contanto que você tenha pessoas com você…
Principalmente se essas pessoas foram mais importantes para você do que você mesmo.

Ouve-se tanto sobre...

Ouve-se tanto sobre ética e moral, e humildade e disciplina, que os conceitos até se misturam.
Ética e moral estão intimamente relacionados, de fato, são conceitos subjetivos e de difícil entendimento. O que é ético para uma pessoa pode não ser ético para outra, e agir com moralidade para com a sociedade pode não ser ético para si mesmo.
Qual vale a pena, afinal? Respeitar e seguir normas que a sociedade impõe a você, sendo uma pessoa digna de respeito e admiração, mesmo que isso seja controverso a tudo o que você acredita, ou agir seguindo as suas normas, as suas regras e, portanto, sendo ético consigo mesmo e não se importar com o que a sociedade vai pensar de você?
O mundo facilita muito essa dualidade e oposição. Há estereótipos que “te definem”. Você é julgado mais pelo que aparenta ser e pelo que você tem do que pelo que você realmente é e pelo que você faz de bom, para as pessoas importantes para você, para a sociedade como um todo, ou mesmo para você.
Tudo nessa vida é tão subjetivo. O modo de viver da humanidade é ambíguo, talvez pelo mundo ter feito dele assim, ou talvez seja porque faz parte do instinto humano. Pessoas morrem todos os dias, defendendo sua pátria, defendendo o que importa a elas, defendendo seus ideais. Talvez não porque queiram, mas porque a sociedade determina que elas devem fazer isso. Serão vistas, então, como heróis, pela maioria das pessoas. Mas será mesmo que é isso que elas queriam ter feito? Morrido pela pátria, salvado a humanidade, sendo que tudo que precisavam era de sua família, seus amigos, as pessoas amadas. Eram felizes assim, mas morreram salvando a humanidade. Isso é ético?
Para a humanidade sim, mas para um indivíduo em particular talvez não seja… para mim não é.
Mesmo o conceito de humanidade é subjetivo. Pode significar a raça humana, como um todo. Mas e se, para mim, a humanidade se restringir àquelas pessoas que me fazem feliz, que me amam, que confiam em mim? Isso está errado?
E se eu morresse para salvar apenas esses, e falhasse em salvar a “verdadeira” humanidade? Seria anti-ético, num ponto de vista geral, mas seria completamente aceitável e admirável para mim, uma vez que eu defendi o que realmente me importava.
O fato é que muitas pessoas se iludem, achando que precisam agir moralmente com a sociedade para ser ético, mas, às vezes, a ética pessoal supera em muitos aspectos a ética coletiva. É óbvio, no entanto, que isso não serve de desculpa para qualquer ato imprudente e perigoso, ou hostil, que seja. É preciso SABER ser ético consigo mesmo, é preciso ESTAR CIENTE de que isso não vai prejudicar ninguém.
E é aí que entra a disciplina.
Saber como agir sem prejudicar ninguém, saber quando parar de fazer algo, saber o momento certo de começar a fazer algo. Mesmo que seja para aconselhar.
Outro conceito de difícil compreensão é a humildade. Será que ela pode ser subjetiva? Será que dando a oportunidade de alguém ser humilde, mesmo que isso signifique ser pretensioso, esnobe e arrogante, você pode ser considerado humilde? Será que se rebaixando grotescamente para forçar a humildade nas pessoas você pode ser considerado uma pessoa exemplar? Será que realmente vale a pena “forçar” alguém a ser humilde, quando nada que não é de boa vontade é bom? Será que isso não gerará apenas mais hostilidade e discórdia? Será mesmo que existem pessoas que fazem isso conscientemente? Ou será que é só uma desculpa para se promover ou “escapar” de ser chamado de arrogante?
Há tantas e tantas coisas no mundo que me deixam confuso, que me fazem pensar duas ou mais vezes (normalmente muito mais) antes de agir, talvez isso até me prejudique, de certo modo.
Mas, pensando melhor, há um bom motivo para as coisas serem assim. As pessoas mostram que realmente são dignas e merecedoras de adjetivos como “ético” “moral” e “humilde” quando conseguem superar as barreiras erguidas pela vida com respeito e cidadania.
domingo, 10 de julho de 2011
Toda espera tortuosa que me foi imposta tem finalmente um fim. Um sim, ou um não, já não me importava mais o que, contanto que viesse algo. A loucura já me tomava o pensamento. Confesso que ainda sou um louco cheio de amores platônicos e casos mal resolvidos, mas um pouco mais leve, eu acho.
Sinto agora um ar. Mesmo sem saber muito, eu sei que tem o que pensar, e isso não pode ser negativo, não pode ser prejudicial. Contanto que leve à pensar, posso até ser posto de lado, pode até preferir esquecer, mas não pode anular, não pode mudar o que foi.
Já não me preocupo mais com palavras certas, não me preocupo com mais nada. Eu jogo aqui tudo que deve sair. Expurgo meus demônios e não me importo com os resultados. Preocupo-me apenas com o bem estar de minhas senhoras, que mal se lembram de mim, procupo-me apenas em não faltar-me fumaças diversas que me fazem menos vazio e uma bela cachaça com café para que possa melhorar meus dias. Preocupações primitivas e vazias, que guardam todo o amor que sinto pela vida

"De ontem em diante serei o que sou no instante agora, onde ontem, hoje e amanha são a mesma coisa, sem a ideia ilusória de que o dia, à noite e a madrugada são coisas distintas separadas pelo canto de um galo velho. Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho do versículo e da profecia. Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro, meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho maria! Minha mamadeira de leite em pó é cerveja gelada na padaria, meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira, e se antes um pedaço de maçã, hoje eu quero a fruta inteira. E da fruta tiro a polpa... Da puta tiro a roupa, da luta não me retiro. Me atiro do alto e que me atirem no peito, Da luta não me retiro... Todo dia de manha é nostalgia da besteira que fizemos ontem."

De ontem em diante - O Teatro Magico

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