Assuntos 'facebookanos'
Tempos difíceis...
Postá-lo ou não era uma dúvida, mas percebi que para superar certos problemas, é preciso ter coragem, ousadia e audácia, e evidenciá-los dessa forma talvez seja um modo de deixar de lado as memórias que, às vezes, ainda atormentam minha mente e minha alma.
Talvez pareça exagero, de um ponto de vista externo, mas foi realmente muito torturante e difícil estar nessa situação.
Lembra-se de quando estávamos juntos? De quando brigávamos por coisas fúteis? De como fazíamos as pazes depressa, e logo estávamos fazendo promessas novamente? Lembra-se de todas as vezes que disse que me amava e que sempre ficaríamos juntos? E de todas as vezes que ficou com ciúmes, mesmo de suas amigas? Lembra-se de como eu sorria quando estava com você, e de como eu sentia saudades quando estávamos distantes? E do poder e controle que seu abraço tinha sobre mim? Lembra-se de todas as vezes que eu chorei em seus braços por machucá-la? E de todas as vezes que eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo quando você me perdoava e dizia “Eu te amo”?
Lembra-se de quando nos conhecemos? De quando eu te chamava de boba, e você fingia se incomodar? Quando ficávamos a madrugada toda conversando, e quando não nos importávamos com nada, contanto que estivéssemos bem? Lembra-se das promessas que eu fiz? E de todas as promessas que você não acreditou? E lembra-se das minhas tentativas de fazer você perceber que eu realmente te amava? Ou de todas as vezes que fazíamos planos para nosso futuro perfeito?
Lembra-se de nosso primeiro abraço? Lembra-se de nosso primeiro beijo?
Pois é, eu me lembro, e espero que você se lembre também. Gostaria que você soubesse que colaborou muito para a minha felicidade, e que você soubesse o tanto que eu sinto sua falta aqui agora. Que choro ao me lembrar de como você me fazia bem, e que, agora, mais do que nunca, eu preciso de você, de seus abraços e de seu carinho. Minha vida não está nada fácil, meus sonhos estão cada vez mais distantes, meu jeito anti social e tímido está cada vez mais gritante, eu nunca sei o que fazer. Seus conselhos me animavam, me mostravam como eu era bobo de pensar em desistir. Mais do que uma namorada, você era TUDO o que eu sempre quis, e TUDO o que eu sempre precisei. Dói-me, agora, saber que eu deixei você partir, que não pude fazer nada para segurá-la, que não consegui te abraçar e dizer “Fique comigo, por favor”.
Só agora percebo o que as coisas realmente significam, que as pessoas mudam, que os amigos mudam, e que poucos ficam a seu lado quando você realmente precisa. Que poucos olham no fundo dos seus olhos e dizem “Não chore, eu estou com você”.
Você sabe, mais do que qualquer outra pessoa, que sempre tive problemas com amizades, e que aquela amizade, em especial, fez com que eu sofresse muito, com que eu chorasse muito. O culpado nunca foi ele, no entanto, apenas minha obsessão e compulsividade, que já estragaram tantas coisas na minha vida. Mas fez com que eu sorrisse muito, e que eu me sentisse muito feliz, mais feliz do que nunca. Eu descobrira, realmente, o que significam as palavras “amizade” e “felicidade”.
Você sabe como minha vidinha insignificante se tornou uma coisa inacreditável, sim, você sabe, por que você ajudou a fazer dela esta coisa inacreditável. Você sabe como eu era feliz quanto você estava comigo, e quando tudo ia bem com aquela amizade em especial, e você era a única que me consolava e que me fazia perceber que aquela amizade era a melhor que eu poderia ter.
Eu acreditei nisso, lutei por isso, bem como lutei por nosso amor.
Perdi as duas coisas. E me entristeci muito com isso. Minha vida voltou a ser aquela coisa fútil e irrelevante, meus sonhos se afastaram de mim, minhas ambições se tornaram deploráveis, eu já não sorria, eu já não chorava. Porque as lágrimas que eu possuía se cansaram de rolar pelo meu rosto inexpressivo. Tornei-me frio, instável e indiferente. Não tinha disposição para fazer nada, nem as coisas mais simples que eu já estava acostumado a fazer. Levantar da cama, pela manhã, já não tinha sentido. Não quando eu já não possuía as duas coisas que mais me faziam feliz.
Mas mesmo assim eu nunca desisti daquela amizade, sempre segui seu conselho. E não é que as coisas estão melhorando? Sim, não é como era antes, mas está melhorando, e eventualmente, espero que tudo volte ao normal. Não, que tudo se torne melhor do que era antes. Eu rezo para isso todos os dias.
Mas e você? Continua tão distante… me sinto tão só quando ouço as músicas que me lembram você e recordo que você já não está mais comigo. Sinceramente, você me faz muita falta, mas já não sei o que fazer… Já não sei o que é melhor para mim…
Às vezes tudo que eu quero é fugir dessa maldita realidade, viver no meu mundinho idealizado, onde tudo é perfeito, onde as pessoas me entendem, onde tudo é bonito, onde luto por causas nobres, onde tudo é diferente.
Espero mesmo que tudo se resolva, entre nós, que tome um caminho definitivo. E entre mim e aquela amizade, que é tudo que me dá esperanças, que é tudo que me traz à realidade, que me impede de fugir dos meus compromissos, que me mostra que o mundo real não é tão ruim, contanto que você tenha pessoas com você…
Principalmente se essas pessoas foram mais importantes para você do que você mesmo.
Ouve-se tanto sobre...
Ética e moral estão intimamente relacionados, de fato, são conceitos subjetivos e de difícil entendimento. O que é ético para uma pessoa pode não ser ético para outra, e agir com moralidade para com a sociedade pode não ser ético para si mesmo.
Qual vale a pena, afinal? Respeitar e seguir normas que a sociedade impõe a você, sendo uma pessoa digna de respeito e admiração, mesmo que isso seja controverso a tudo o que você acredita, ou agir seguindo as suas normas, as suas regras e, portanto, sendo ético consigo mesmo e não se importar com o que a sociedade vai pensar de você?
O mundo facilita muito essa dualidade e oposição. Há estereótipos que “te definem”. Você é julgado mais pelo que aparenta ser e pelo que você tem do que pelo que você realmente é e pelo que você faz de bom, para as pessoas importantes para você, para a sociedade como um todo, ou mesmo para você.
Tudo nessa vida é tão subjetivo. O modo de viver da humanidade é ambíguo, talvez pelo mundo ter feito dele assim, ou talvez seja porque faz parte do instinto humano. Pessoas morrem todos os dias, defendendo sua pátria, defendendo o que importa a elas, defendendo seus ideais. Talvez não porque queiram, mas porque a sociedade determina que elas devem fazer isso. Serão vistas, então, como heróis, pela maioria das pessoas. Mas será mesmo que é isso que elas queriam ter feito? Morrido pela pátria, salvado a humanidade, sendo que tudo que precisavam era de sua família, seus amigos, as pessoas amadas. Eram felizes assim, mas morreram salvando a humanidade. Isso é ético?
Para a humanidade sim, mas para um indivíduo em particular talvez não seja… para mim não é.
Mesmo o conceito de humanidade é subjetivo. Pode significar a raça humana, como um todo. Mas e se, para mim, a humanidade se restringir àquelas pessoas que me fazem feliz, que me amam, que confiam em mim? Isso está errado?
E se eu morresse para salvar apenas esses, e falhasse em salvar a “verdadeira” humanidade? Seria anti-ético, num ponto de vista geral, mas seria completamente aceitável e admirável para mim, uma vez que eu defendi o que realmente me importava.
O fato é que muitas pessoas se iludem, achando que precisam agir moralmente com a sociedade para ser ético, mas, às vezes, a ética pessoal supera em muitos aspectos a ética coletiva. É óbvio, no entanto, que isso não serve de desculpa para qualquer ato imprudente e perigoso, ou hostil, que seja. É preciso SABER ser ético consigo mesmo, é preciso ESTAR CIENTE de que isso não vai prejudicar ninguém.
E é aí que entra a disciplina.
Saber como agir sem prejudicar ninguém, saber quando parar de fazer algo, saber o momento certo de começar a fazer algo. Mesmo que seja para aconselhar.
Outro conceito de difícil compreensão é a humildade. Será que ela pode ser subjetiva? Será que dando a oportunidade de alguém ser humilde, mesmo que isso signifique ser pretensioso, esnobe e arrogante, você pode ser considerado humilde? Será que se rebaixando grotescamente para forçar a humildade nas pessoas você pode ser considerado uma pessoa exemplar? Será que realmente vale a pena “forçar” alguém a ser humilde, quando nada que não é de boa vontade é bom? Será que isso não gerará apenas mais hostilidade e discórdia? Será mesmo que existem pessoas que fazem isso conscientemente? Ou será que é só uma desculpa para se promover ou “escapar” de ser chamado de arrogante?
Há tantas e tantas coisas no mundo que me deixam confuso, que me fazem pensar duas ou mais vezes (normalmente muito mais) antes de agir, talvez isso até me prejudique, de certo modo.
Mas, pensando melhor, há um bom motivo para as coisas serem assim. As pessoas mostram que realmente são dignas e merecedoras de adjetivos como “ético” “moral” e “humilde” quando conseguem superar as barreiras erguidas pela vida com respeito e cidadania.
Reflexões
O que fazer?
O que devo falar?
” And I don’t Want you, and I don’t need ya…”
ou
” Did I say that I need you? Did I say that I want you? If I didn't I'm fool, you see... ”
O que fazer quando você pensa que as pessoas de quem você gosta não fariam,por você, nem um quarto do que você faria por elas?
O que fazer quando você tem a sensação de que a maioria das pessoas que te cerca está interessada em algo que você possa oferecer, e não ligam a mínima para o que você sente, para o que você pensa, para o que você vive, para o que você sofre… para nada…?
O que fazer quando há possibilidades de ter que mudar de vida, de hábitos, de escola, de cidade, de tudo, e se lembrar de que talvez ninguém sinta sua falta?
heart hurt...
Pessoas .-.
Ou você tenta agradar a todos, ou você vive sua própria vida aproveitando o máximo possível.
A situação se agrava quando há diferenças gritantes entre você e as pessoas, ou mesmo entre as pessoas. Sua mente entra em conflito com seu coração, e então você fica sem saber o que fazer, e na dúvida, faz o que nem sempre é melhor para você.
Saber lidar com diferenças é uma coisa surpreendentemente complexa e admiro muito as pessoas que conseguem. Eu, particularmente, me sinto confuso e perco o ânimo, me restringindo a pessoas que se parecem mais comigo do que outras. É óbvio, claro, que é mais fácil agradar pessoas semelhantes do que pessoas de extremos opostos.
O engraçado, é que a maioria das pessoas não faria, por você, um terço do que você faria por elas, e ainda se sentem no direito de reclamar quando você faz algo errado. Você tentou, pelo menos, certo? E ela? O que fez?
Fico feliz quando lembro que tenho pessoas que me ajudam e que fazem muito por mim, e espero que eu possa, um dia, fazer tanto por elas. Ou pelo menos tentar. Só peço que não me recriminem se eu vier a errar.
Estou cercado, no entanto, por outras pessoas. Pessoas interesseiras, e, mesmo enquanto estou aqui escrevendo este texto, percebo isso. Vejo pessoas vindo falar comigo apenas para que eu faça algo para elas. Pessoas que normalmente mal olham nos meus olhos. Fico dividido entra a vontade de xingar e o dever de ser cortês e mostrar que sou melhor que elas. Normalmente fico com a segunda opção, não sei se vale a pena me estressar e me rebaixar só por causa dessas pessoas.
Vejo que cada vez devo me importar menos com as pessoas, e guardar toda a minha dedicação, amor, carinho e conselhos para aqueles poucos que realmente amo e que realmente me fazem feliz, que significam algo para mim, que me ajudam a viver bem e que me fazem rir e sorrir.
Mudanças
...
Conto...
Orgulho...
Nunca deixe que te digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém (…). Tem gente que não sabe amar…
…mas eu sei que um dia a gente aprende.
You.
Friends
Já fiz amigos eternos, e amigos que nunca mais vi... Acho que não tem frase melhor para estrear esse blog. Hoje após a saída da escola, no trajeto escola – casa, esbarrei com um velho amigo meu, mais do que isso, um velho melhor amigo. Olhares taciturnos, aperto de mão, a vontade de parar e ficar por horas conversando, repondo as novidades se esvaeceram com a aproximação, e nem ao menos um dialogo foi estabelecido, cada um seguiu seu caminho, e a amizade que antes era de laços esplendorosos foi aos poucos se tornando pequenos nós, que ficarão marcados na nossa trajetória, até emfim arrebentar, de melhor amigo, para apenas conhecido, e daqui uns anos nem sua própria face serei capaz de reconhecer.
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Contato - João P.
"De ontem em diante serei o que sou no instante agora, onde ontem, hoje e amanha são a mesma coisa, sem a ideia ilusória de que o dia, à noite e a madrugada são coisas distintas separadas pelo canto de um galo velho. Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho do versículo e da profecia. Quem surgiu primeiro? O antes, o outrora, a noite ou o dia? Minha vida inteira é meu dia inteiro, meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro! Minha mochila de lanches? É minha marmita requentada em banho maria! Minha mamadeira de leite em pó é cerveja gelada na padaria, meu banho no tanque? É lavar carro com mangueira, e se antes um pedaço de maçã, hoje eu quero a fruta inteira. E da fruta tiro a polpa... Da puta tiro a roupa, da luta não me retiro. Me atiro do alto e que me atirem no peito, Da luta não me retiro... Todo dia de manha é nostalgia da besteira que fizemos ontem."
De ontem em diante - O Teatro Magico

